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Festival Música Viva

Director Artístico - Miguel Azguime

Direcção Executiva - Paula de Castro Guimarães


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O Festival Música Viva iniciou-se em 1992 no Palácio Fronteira; a edição de 1993 realizou-se na Central Tejo com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa; em 1994 e 1995 realizou-se no Teatro São Luís em Lisboa também exclusivamente com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, não se realizou em 1996, 1997 e 1998 por falta de apoios e retomou a sua actividade regular com uma edição anual em 1999.

Em 2000 realizou-se no Instituto Franco Português; em 2001 no Teatro Helena Sá e Costa no Porto em co-produção com "Porto 2001 Capital Europeia da Cultura"; em 2002 no Centro Cultural de Belém e em 2003 em Coimbra, em co-produção com "Coimbra Capital Nacional da Cultura 2003". Em 2004 o festival teve lugar no Teatro Aberto em Lisboa e em 2005 em Oeiras em vários espaços Parque dos Poetas, Palácio Marques de Pombal e Centro de Apoio Social das Forças Armadas.

Em 2006 teve lugar em Lisboa, no Centro Cultural de Belém, Mosteiro dos Jerónimos, Instituto Franco-Português e teatro Maria Matos.

Assistimos nos três últimos anos ao desaparecimento de todos os Festivais inteiramente dedicados à criação musical contemporânea (com o fim em 2002 dos "Encontros de Música Contemporânea da Gulbenkian"; com o fim do "Música em Novembro" que durou apenas dois anos, e com o fim de outros pequenos festivais como o "Aveiro Síntese" e as "Jornadas de Nova Música"), com a excepção do Festival Música Viva.

Presentemente, o Festival Música Viva, com um já longo passado visto ter-se iniciado em 1992, é hoje o único garante da diversidade cultural na área musical e tem   por isso uma missão e um dever acrescidos de representação e difusão a nível nacional das novas tendências, dos valores reconhecidos, dos novos talentos (os jovens compositores dependem quase exclusivamente do Festival Música Viva para verem as suas obras apresentadas).

O festival Música Viva não consiste apenas numa série de concertos, tratando-se sim de uma acção integrada de fomento, criação e experimentação, formação, promoção, internacionalização, da criação musical contemporânea, inserindo-se numa estratégia mais vasta que a Miso Music Portugal delineou e tem afirmado nos últimos anos e que é já uma marca indelével no nosso panorama cultural.

Refira-se também que no âmbito do festival Música Viva, a Miso Music Portugal tem procurado apresentar uma série de propostas artísticas de outras disciplinas, que todas elas afirmam uma relação transdisciplinar com a música.

A experiência passada do festival tem mostrado, que em várias áreas artísticas existem relações privilegiadas com a música e que em retorno existem privilegiadas relações entre a música e essas mesmas áreas.

Assim, na programação para os próximos 4 anos iremos favorecer e incentivar novas formas de expressão híbridas, transdisciplinares que são hoje o reflexo de um elevado potencial criativo ao qual é necessário dar resposta.

É igualmente de salientar o número de obras em estreia absoluta que têm sido apresentadas anualmente no Festival Música Viva, numa média superior a 15, mais de metade das quais de compositores portugueses, o que revela simultaneamante a vitalidade da criação musical portuguesa e a necessidade imperativa de existência do festival Música Viva.