18.ª Edição!

A arte musical portuguesa atravessa aquela que provavelmente é a sua idade de ouro maior, bem mais além do que a época da polifonia; simultaneamente Portugal atravessa uma crise profunda, essencialmente filosófica, derivadamente económica!
Contrariando o desinvestimento na arte e na cultura praticado pelo governo do estado português, os compositores e intérpretes portugueses da actualidade, afirmam uma riqueza e vitalidade sem precedentes às quais o Festival Música Viva dá voz desde 1992; veículo privilegiado de comunicação da música que se faz aqui e agora, da música que se reinventa dia após dia.
Plataforma de circulação e confronto de ideias e de estéticas, o programa da 18.ª edição do Festival Música Viva, que decorrerá em Lisboa em dois locais e espaços temporais diferentes – 18 a 23 de Setembro no Centro Cultural de Belém e 1 a 10 de Outubro no Instituto Goethe em Lisboa – será dedicado, no essencial, à nova criação musical portuguesa com enfoque nas relações da música com a tecnologia.
Contando com a excelência e cumplicidade de um leque diversificado de artistas e participantes, sem a generosidade dos quais, este ano, não teria sido possível a realização deste evento; a programação do festival incluirá debates, uma grande instalação sonora e nove espectáculos, para apresentar cerca de 60 obras, 40 delas de compositores portugueses, das quais 15 estreias absolutas.
Destaque será dado a Constança Capdeville (no 75.º aniversário do seu nascimento e passados 20 anos sobre o seu falecimento) e a Álvaro Salazar num concerto que lhe é totalmente dedicado. O Festival presta ainda uma homenagem a Emmanuel Nunes, falecido recentemente, num concerto extraordinário.
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Centro Cultural de Belém - 18 a 23 de Setembro
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Goethe-Institut Lisboa - 1 a 10 de Outubro
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Terça-feira, 18 de Setembro, 2012
21h00 – CCB – Pequeno Auditório
ESTUDOS INCOMUNICANTES O concerto de abertura do Festival Música Viva 2012 conta com a participação de vários conceituados intérpretes portugueses e põe em perspectiva duas obras maiores da produção recente de Álvaro Salazar, “Estudos Incomunicantes” I/A e I/B, que estão estreitamente interligadas, a segunda das quais será apresentada em estreia absoluta. A obra de Álvaro Salazar, compositor, maestro, professor e crítico musical, constitui um ponto de referência na cultura portuguesa contemporânea. A sua música apresenta um gosto particular pelas texturas em que o som é esculpido pelo silêncio.
Elsa Marques Silva piano Eugénia Schvetz piano Inês Vicente recitante Coral de Letras da Universidade do Porto José Luís Borges Coelho maestro

Álvaro Salazar – Estudos Incomunicantes I/A (2008) (2 pianos)
Álvaro Salazar – Estudos Incomunicantes I/B (2008) [EA] (2 pianos, recitante e vozes mistas)
Co-produção: Oficina Musical
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1 de Outubro a 10 de Outubro 2012
Sound Walk no Jardim do Goethe Institut
das 10h00 às 13h00 e das 14h30 às 19h00
Resultando de um convite a nível mundial dirigido pela Miso Music Portugal aos compositores de música electroacústica, a 5ª edição do Sound Walk / Jardim dos Sons, instalação colectiva e inédita, proporciona de 1 a 10 de Outubro aos visitantes do Jardim do Goethe-Institut de Lisboa, uma imersão em várias paisagens sonoras, este ano sob a temática sound-text composition.
ver obras seleccionadas
Festival Associado: 
Segunda-feira, 8 de Outubro, 2012
21h00 - Goethe-Institut
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Quarta-feira, 19 de Setembro, 2012
21h00 – CCB – Sala de Ensaio
NOVA PERCUSSÃO / TRANSVERSALIDADES Concerto em dois capítulos. No primeiro a Oficina Musical e o Atelier de Composição apresentam num recital de Nuno Aroso, intérprete de créditos firmados no panorama de percussão, um programa que aposta numa contiguidade de gerações de compositores portugueses. No segundo o OpenSPEECH trio apresenta “Transversalidades“, composições concebidas a partir de interpretações improvisadas de partituras gráficas. Pictogramas, notações abstractas, texturas polimórficas dispostas em estruturantes formas abertas, activam contextos, sugerem materiais, articulações e consensos possíveis. Acústicas técnicas extensivas, texturas dissonantes e concretismos captados pelo live processing, emergem do heterodoxo cruzamento da pragmática concepção clássica contemporânea, com a idiossincrática tensão e espontânea criatividade da escola da improvisação europeia.
Nuno Aroso percussão (solista da Oficina Musical) Miso Studio computer music design
Luís Antunes Pena – Três Quadros sobre Pedra (2008) (percussão e electrónica)
Álvaro Salazar – Giuoco Piano (2011) [EA] (percussão e electrónica)

Virgílio Melo – Mán (2012) [EA] (steel drums e electrónica)
Pedro Junqueira Maia – 'xcuse me while i kiss the sky (2010) (percussão, guitarra eléctrica e electrónica)
Co-produção: Oficina Musical Apoio: 
[Intervalo]
OpenSPEECH Carlos Bechegas flautas, voz, objectos e electrónica Ulrich Mitzlaff violoncelo e electrónica Carlos Santos laptop (live-processing)
Transversalidades – interpretações improvisadas de partituras gráficas
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CONCERTO EXTRAORDINÁRIO EM HOMENAGEM A EMMANUEL NUNES "Um dos compositores mais importantes da sua geração - e um dos mais inventivos. Ele criou o seu exclusivo mundo de sons, em que permanecem audíveis os ecos do passado próximo e distante. Ele conseguiu, logo no início, uma síntese entre as correntes mais dominantes na música da época pós-guerra, representadas por Boulez e Stockhausen. (..). Para Emmanuel Nunes compor constitui uma viagem de iniciação - e é mesmo assim que o ouvinte percebe a sua música. Ele incorpora tanto o místico como o Wanderer. A impressão da riqueza de som que se experiencia fisicamente ouvindo a sua música - o seu carácter da epifania - é acompanhado por um desassossego fundamental, por um sentimento trágico, um combate frontal com uma ideia. (...) As obras de Emmanuel Nunes são autênticas catedrais. A luz que delas irradia e que nos toca, provém de uma distância grande e é única." (Philippe Albèra; fonte: Universal Music Publishing House - Casa Ricordi)
Introdução ao concerto por Pedro Amaral
Suzanna Lidegran, violino Miguel Azguime, projecção sonora Vítor Vieira, violino | Jorge Alves, viola | Marco Pereira, violoncelo Quarteto de Cordas de Matosinhos
Obras de Emmanuel Nunes:
Einspielung I (1979) (violino solo)
73-Oeldorf-75 (1975) (música electroacústica)
Sonata a Tre (1986) (trio de cordas)
Lembrando Emmanuel Nunes – conversa com o público em torno da figura e obra de Emmanuel Nunes
6 de Outubro a 10 de Outubro 2012
2.º Fórum Internacional para Jovens Compositores
A fim de fomentar a criação e a circulação de novas obras de jovens compositores, o 2.º Fórum Internacional para Jovens Compositores, este ano em colaboração com o Festival Música Viva 2012 terá lugar entre 6 e 10 de Outubro de 2012 no Goethe-Institut em Lisboa. O objectivo do Fórum é dar oportunidade a jovens compositores para criarem novas obras e apresentarem-nas a um público mais abrangente. Os organizadores pretendem criar um espaço privilegiado para a troca de experiências e ideias entre jovens compositores e intérpretes de vários países. O 2.º Fórum, que irá contar com a participação de quatro jovens criadores, residentes na Alemanha e em Portugal, incluirá também um debate acerca da situação dos jovens compositores no contexto europeu e um "ensaio público de análise" das obras que serão apresentadas em estreia absoluta em concerto.
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Quinta-feira, 20 de Setembro, 2012
21h00 – CCB – Sala de Ensaio
NOVO LIRISMO / IMPROVISAÇÂO Concerto em dois capítulos. No primeiro o Machina Lírica Ensemble, grupo que se estreou no Festival Música Viva 2010, interpreta 5 peças em estreia absoluta. No segundo o trio de ER, RM e RG apresenta-se em estreia absoluta, num contexto de improvisação em que um restrito conjunto de material sonoro é submetido a um intenso controlo da sua existência temporal; um trio composto por três gerações de músicos conceituados com percursos distintos e 16 anos de idade de diferença entre cada um deles; viola, trombone e computador testam os limites entre liberdade e rigor.
Machina Lírica Ensemble Monika Streitová flauta Pedro Rodrigues guitarra José Luís Ferreira informática musical
José Luís Ferreira – L’Histoire d’amour entre... (2012) [EA da versão para flauta e guitarra] (flauta, guitarra e electrónica em tempo real)
Evgueny Zoudilkine – Aguarela III (2012) [EA] (flauta e guitarra)
Massimo Davi – 4 Canzoni di Flora (2011) [EA] (flauta e guitarra)
Carlos Caires – SAH (2012) [EA] (flauta, guitarra e electrónica)
Petra Bachratá – Machina Lírica (2012) [EA] (flauta, guitarra)
[Intervalo]

Ernesto Rodrigues viola Radu Malfatti trombone Ricardo Guerreiro computador
ER+RM+RG - trio de improvisação
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Sond’Ar-te Electric Ensemble
Guillaume Bourgogne maestro Sílvia Cancela flauta Luís Gomes clarinete Suzanna Lidegran violino Nelson Ferreira violoncelo Joana Gama piano Paula Azguime projecção sonora Miso Studio computer music design
9 de Outubro – 21h00
Ensaio público de análises das obras do Fórum pelos próprios compositores, e com a participação do Sond'Ar-te Electric Ensemble.
10 de Outubro – 21h00
Debate com a presença dos compositores do Fórum, moderado por Siegfried Mauser, Miguel Azguime e Luís Tinoco: “Jovens Compositores no contexto Europeu: que perspectivas?”
Concerto:
Henrik Ajax – Drawing Lines (2012) [EA] (2.º Fórum Internacional para Jovens Compositores)
Rui Penha – Pendulum (2012) [EA] (2.º Fórum Internacional para Jovens Compositores)
Nuno Peixoto de Pinho – Dialogismos II (2012) [EA] (2.º Fórum Internacional para Jovens Compositores)
Arash Safaian – In Symmetrie (2012) [EA] (2.º Fórum Internacional para Jovens Compositores)
e ainda:
Hugo Ribeiro – et alibi (2012) [EA] (encomenda: Sond’Ar-te Electric Ensemble)
Direcção Artística: Siegfried Mauser e Miguel Azguime Co-produção: Goethe-Institut, Musikhochschile em Munique e Sond’Ar-te Electric Ensemble
  
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Sexta-feira, 21 de Setembro, 2012
21h00 – CCB – Pequeno Auditório
Sábado, 22 de Setembro, 2012
17h00 – CCB – Pequeno Auditório
DO CONTO À ÓPERA – A MENINA GOTINHA DE ÁGUA Lembram-se do vosso nascimento?
Sabem quantos membros tem um coro infantil?
Querem viajar com uma gotinha de água percorrendo o ciclo da água indispensável à vida dos homens na terra?
Este espectáculo convida a uma viagem auditiva e visual ao imaginário infantil pela música de vários compositores: começando com um “Conto Contado Com Som", passando por várias obras do repertório para coro infantil (incluindo uma peça rara de Constança Capdeville), terminando com a ópera “A Menina Gotinha de Água”, que nos fala do ciclo da água, indispensável à vida dos homens no planeta Terra, contando a história de uma gotinha de água que parte do mar, que se evapora, que viaja ao sabor do vento... antes de regressar ao mar. O cenário da ópera apropria-se concomitantemente do imaginário visual infantil, da imagem real e da imagem digital; onde os desenhos, os vídeos, as representações e as suas transformações de par com os movimentos do coro contribuem para a percepção e fruição da música e da história. A música, cantada por crianças, mistura voz falada e vozes cantadas, transformações sonoras da voz em tempo real, sons da natureza e sons electrónicos difundidos no espaço.
Coro Infantil da Universidade de Lisboa João Lucena e Vale piano Leonor Cardoso piano Erica Mandillo direcção Ágata Mandillo narradora
Constança Capdeville – O Natal do Anjinho Dorminhoco (1963) (Coro Preparatório do CIUL)
Vasco Negreiros – de: Trava Lengas e Lenga Línguas: A Pulga, O Tigre, A Velha (2007) (piano a 4 mãos e coro)
Simão Costa (história de Isabel Martins) – Quando eu Nasci (2010) (recitante e electrónica)
João Camacho – Canção (2011) (coro)
Fernando Lopes-Graça – Ai por cima se ceifa o pão (1960) (coro)
Fernando Lopes-Graça – Vós chamais-me moreninha (1977) (coro)
João Lucena e Vale – era uma vez (2012) (piano a 4 mãos e coro)
Ernst Toch – Fuga Geográfica (1930) (coro)
[Intervalo] Paula Azguime concepção, encenação vídeo e difusão sonora Erica Mandillo direcção musical e encenação do coro  Ágata Mandillo narradora Coro Infantil da Universidade de Lisboa com Camila Robert como a Menina Gotinha de Água André Perrotta direcção tecnológica e programação de software Perseu Mandillo filmagens e tratamento de imagem Sara Janic figurinos M iso Studio sistema de difusão multicanais
Miguel Azguime – A Menina Gotinha de Água (ópera infantil; 2011) (recitante, coro, electrónica, vídeo e sistema interactivo em tempo real)
Apoios: Universidade Católica do Porto, CITAR, Fundação para a Ciência e a Tecnologia, EGEAC – CML, Pastéis de Belém

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Co-Produção:
  
Financiamento:
  
Apoio à divulgação:
  
Apoio:
  
  
   
 
Co-produção: Centro Cultural de Belém & Goethe-Institut Financiamento parcial: DGArtes - Secretaria de Estado da Cultura Apoio: Câmara Municipal de Lisboa
FESTIVAL MÚSICA VIVA 2012 E-mail:
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Concertos no CENTRO CULTURAL DE BELÉM
Bilhetes a €10 Descontos: 25% desconto utentes CP - portadores de passe mensal válido para os Comboios Urbanos de Lisboa Cartão Amigo CCB (20%; 30%) < 25 Anos (25%) - válido só na 2ª plateia e balcões > 65 Anos (25%) - válido só na 2ª plateia e balcões Grupos de 10 a 50 pessoas (20%) Cartão FNAC (5%) - válido só no Grande Auditório e Pequeno Auditório Profissionais e estudantes de espetáculos (€ 5,00) - 10% da sala
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Domingo, 23 de Setembro, 2012
17h00 – CCB – Pequeno Auditório
"CE DÉSERT EST FAUX." Homenagem a Constança Capdeville “No ano em que Constança Capdeville deveria comemorar os seus 75 anos, e em resposta ao desafio lançado pela Miso Music Portugal, o de realizar um evento com obras de Capdeville, pareceu-me importante propor um espectáculo que, sem pretender ser ao «estilo de», procurasse criar um contexto em tudo semelhante àquele que Capdeville criava para as suas obras: a integração destas num espectáculo concebido como um todo, acolhendo e convivendo com as obras e momentos que o constituem.
Quanto ao título, «Ce désert est faux.», empregue num espectáculo de Capdeville, embora tomado de um texto de Breton e Eluard, pode ser interpretado livremente, ou ser tomado à letra: este lugar que nos querem por vezes fazer crer de deserto, como deserto é falso pois «as sombras que escavo deixam transparecer as cores como tantos segredos absurdos»”.
António de Sousa Dias
Nuno Vieira de Almeida piano António De Sousa Dias direcção e percussão Luís Madureira voz Carlos Martins saxofone João Natividade movimento Pedro Wallenstein contrabaixo Grupo de Música Contemporânea de Lisboa
João Paulo Santos maestro João Pereira Coutinho flauta Ana Castanhito harpa Fátima Pinto percussão Paulo Amorim guitarra José Machado violino Ricardo Mateus viola Jorge Sá Machado violoncelo
"Ce désert est faux." – espectáculo imaginado e dirigido por António de Sousa Dias sobre obras de Constança Capdeville [EA]
Lançamento do 6.º número da revista Glosas dedicado à vida e obra de Constança Capdeville. Revista dedicada à música de compositores portugueses.
Lembrando Constança – conversa com o público em torno da figura e obra de Constança Capdeville
Com o apoio de Nuno Vieira de Almeida, António de Sousa Dias, Luís Madureira, Carlos Martins, João Natividade, João Paulo Santos, Pedro Wallenstein e do Grupo de Música de Contemporânea de Lisboa
Co-produção: Grupo de Música Contemporânea de Lisboa APOIOS: Cinemateca Portuguesa

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BILHETEIRA
Morada: Fundação Centro Cultural de Belém Praça do Império 1449-003 Lisboa Portugal Telefone: (+351) 21 361 24 00 Fax: (+351) 21 361 25 00 Correio electrónico:
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Eventos no GOETHE-INSTITUT EM LISBOA
Entrada gratuita
Morada: Campo dos Mártires da Pátria, 37 1169-016 Lisboa Tel.: + 351 218824510 Fax: + 351 218850003
RESERVAS / INFORMAÇÕES: Ligue 1820 (24 horas) | A partir do Estrangeiro ligue +351 21 794 14 00
LOCAIS DE VENDA: Centro Cultural de Belém, www.ticketline.sapo.pt, Fnac, Worten, El Corte Inglés , C. C. Dolce Vita, Casino Lisboa, Galerias Campo Pequeno, Ag. Abreu, Agência ABEP, C. c. MMM e C. c. Mundicenter
Legenda:
EA - estreia absoluta
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