Miso Ensemble - Apresentação

O Miso Ensemble, fundado em 1985 por Paula e Miguel Azguime, tem construído um percurso singular que se evidencia pela originalidade dos programas apresentados em concerto e pela diversidade das obras criadas que reflectem uma abordagem que assenta na múltipla vertente dos seus membros criadores: compositores, instrumentistas, improvisadores, performers, encenadores, escritores,...

Tem assim o Miso Ensemble afirmado desde a sua fundação uma nova forma de fazer e pensar a música, assumindo uma pluri-disciplinaridade que articula de maneira consequente meios de expressão distintos para criar obras musicais híbridas e plurais onde a utilização da tecnologia informática aliada ao som e à imagem constitui um extensão intrínseca da sua arte que tem efectivamente dado lugar a um trabalho pioneiro de pesquisa e criação.

O ponto de partida do Miso Ensemble, foi a constituição de um duo de flauta e percussão com electrónica em tempo real, amplamente aclamado e reconhecido (ver imprensa) com o qual Paula e Miguel Azguime alargaram substancialmente o repertório para flauta e percussão e a partir do qual estabeleceram posteriormente relações com vários “músicos de eleição” que partilharam durante vários anos o palco com o Miso Ensemble para tocarem as obras colectivas de Paula e Miguel Azguime; apresentando-se regularmente em Portugal e no estrangeiro em centenas de concertos e espectáculos nas mais variadas salas do mundo e no âmbito de eventos conceituados no que diz respeito à criação artística e musical da actualidade.

Mais recentemente Paula e Miguel Azguime têm desenvolvido várias obras encenadas (O Ar do Texto Opera a Forma do Som Interior, No Sítio do TempoItinerário do SalA Menina Gotinha de Água, A Laugh to Cry, Epigramas da Arte,...), criações musicais em torno da palavra, do gesto, da teatralidade da música, da representação plástica dos fenómenos sonoros, numa congregação de elementos e materiais (poesia, música, movimento, vídeo), que configuram uma nova forma de projectar e assumir um percurso inovador para a ópera no século XXI, uma Nova Op-Era como preferem designar.

 

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