Portugal Electrónico

Orquestra de Altifalantes

Os primórdios da história da música electrónica em Portugal estão marcados pela falta de recursos para a sua realização e produção. Estávamos nos anos 50 e 60 do Século XX, altura em que, após o aparecimento dos estúdios fundadores da música electrónica em França e na Alemanha, começaram a surgir numerosos estúdios, igualmente pioneiros, em muitos países, mas as instituições em Portugal mantiveram-se insensíveis a estas novas correntes musicais. Todavia, não obstante a falta de meios, alguns compositores portugueses conseguiram no estrangeiro iniciar-se nesta verdadeira revolução musical do século XX e isto ainda nos anos 60 e 70 do século passado. Mas é só nos anos 90, com o advento da música digital e a democratização dos meios de produção, que a criação electrónica em Portugal começa de facto a desenvolver-se, sendo hoje prática corrente.

Este programa de concerto da Miso Music Portugal com a Orquestra de Altifalantes procura justamente dar a conhecer alguns dos pioneiros portugueses e continuar, para além dos seus legados, até às mais recentes gerações de compositores. As opções de obras para o programa abaixo não são exaustivas e o mesmo será adaptado em função do contexto e local do concerto.

Orquestra de Altifalantes da Miso Music Portugal é um sistema multicanais de projecção sonora destinado à difusão da música electrónica que tem como objectivo principal introduzir na música electrónica a dimensão interpretativa, assim como ritualizar o acto do concerto e ainda possibilitar uma comunicação expressiva com o público. 

Programa

António Ferreira: Les Barricades Mystérieuses (2009)

António de Sousa Dias: TêTrês (2001)

Cândido Lima: Autómatos da Areia (1978)

Filipe Pires: Litania (1972)

João Pedro Oliveira: A Cidade Eterna (1988)

Miguel Azguime: Le Dicible Enfin Fini (2003)

Pedro M. Rocha: To a World Free from Countries (2002/03)

Pedro Rebelo: Tabacaria Boxed (2002)

Tomás Henriques: Time Warp (2002)

 

 

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