Emídio Buchinho . TO BE OR NOT TO BECOMPOSER

15 de Setembro de 2018 | 21h30 |
 O'culto da Ajuda | Lisboa

TO BE OR NOT TO BECOMPOSER . Emídio Buchinho

 

 

Em contexto de residência de criação no O’Culto da Ajuda, Emidio Buchinho apresentará um conjunto de peças electroacústicas cujos processos principais de criação são os da improvisação livre, da composição aleatória e da composição colaborativa.

Para isso, terá por instrumento a guitarra eléctrica expandida com captação polifónica, para processamento e mapeamento das cordas individuais, podendo assim dirigi-las para diferentes pontos do espaço, numa procura da integração do processo de difusão espacial com o gesto musical na composição.

Far-se-à acompanhar também de um conjunto de músicos e compositores como Ricardo Guerreiro, Flak, David Magalhães Alves, Ulrich Mitzlaff, João Madeira, Carlos Santos, André Hencleeday, Paulo Galão, Eduardo Chagas e Nuno Morão, para a execução de peças colaborativas, induzidas e semi-conduzidas pelo seu software de composição aleatória e interactiva BeComposer.

Esta aplicação informática, desenvolvida no âmbito do seu curso de doutoramento em Ciência e Tecnologia das Artes, foi criada com base em teorias do caos, nos conceitos de “Racionalidade Distendida”, de Marcel Duchamp, e nos métodos de Chance Music Operations, de John Cage. Tem por objectivo permitir aos compositores, músicos e improvisadores, a utilização de métodos de composição directa induzida ou conduzida, para criação individual ou colectiva de composições musicais ou sonoras com um grande grau de indeterminismo, assentes em lógicas de jogo e do livre arbítrio. Possibilita ainda uma imediatez e eficácia de trabalho equivalentes às da improvisação livre, na procura de um equilíbrio entre a automação e o controlo manual das decisões composionais.

Como resultado sonoro são esperados universos próximos da música contemporânea e electrónica eruditas, da música experimental, do free-jazz e da música nova, pela expectável utilização de elementos discursivos abstraccionistas e de técnicas de execução estensivas, em possíveis reinterpretações e citações daqueles universos musicais.

 

Parte 1:
Emidio Buchinho: guitarra eléctrica, computador, espacialização sonora

 

Parte 2:

Ricardo Guerreiro: guitarra eléctrica
Flak: guitarra eléctrica

Emidio Buchinho: guitarra eléctrica

 

Parte 3:

David Magalhães Alves: violino
Ulrich Mitzlaff: violoncelo
João Madeira: contrabaixo
André Hencleeday: piano
Paulo Galão: saxofone
Eduardo Chagas: trombone
Nuno Morão: percussão
Carlos Santos: electrónica

Emidio Buchinho: direcção

 

 

Emidio Buchinho é músico e compositor de música experimental contemporânea; designer, operador e montador de som para cinema, teatro e multimédia; professor de produção, técnicas e tecnologias de som para cinema, audiovisual e multimédia.

Licenciado em Cinema e Especialista em Som para Audiovisual e Multimédia; Doutorando em Ciência e Tecnologia das Artes.

Estudou guitarra e música clássica na Academia de Belas Artes e Música Luísa Todi e no Conservatório Municipal Château-Thierry.

Participou em vários workshops e cursos ministrados por Carlos Zíngaro, Peter Kowald, Richard Teitelbaum, Bruce Pennycook, Miguel Azguime, Isabel Pires e António de Sousa Dias.

Foi assistente do músico e compositor Carlos Zíngaro entre 1997 e 2000.

Desde meados dos anos 80 que trabalha regularmente na criação, produção, engenharia, montagem e design de som e música para filmes, TV, peças teatrais, instalações, dança e intermedia.

 

www.emidiobuchinho.com

    Imprimir Email