TRITTICO #1

28 de Janeiro de 2017 | 21h30
O'culto da Ajuda | Lisboa

 

Uma libertadora produção de signos

A dupla de Emídio Buchinho e Carlos Santos existe desde 2006 e surgiu com o propósito expresso de aplicar os princípios da Arte Povera numa abordagem improvisada da electroacústica. O contexto foi o de um ciclo de concertos e performances que tinha como finalidade transpor para a música conceitos nascidos com as artes plásticas – Der Gelbe Klang, recuperando o título de um espectáculo de teatro sinestésico imaginado por Kandinsky. O projecto então apresentado ficou com o nome de “A Vénus de Pistoletto”, em referência à escultura com a mesma designação de Michelangelo Pistoletto, criada a partir de objectos encontrados. Dez anos passados, Buchinho e Santos voltam a partir desse artista para desembocarem na roda de bicicleta de Marcel Duchamp, pelo meio “desviando” um tema do património tradicional da música popular portuguesa, assinado por Carlos Paredes. O “Verdes Anos” surge, assim, como mais um “object trouvé” de uma arte sonora de carácter exploratório…

(Texto escrito por Rui Eduardo Paes)

 

PROGRAMA

1. A Roda de Duchamp [ 25’ ]

2. Variações Portuguesas (sobre a “Canção Verdes Anos”, de Carlos Paredes) [ 9’24’’ ]

3. Estudo para Tábuas de Pistoletto [ 30’ ]

 

 

Emidio Buchinho Concepção, composição, guitarra eléctrica, microfones, gravadores de cassetes, computador, tábua de Pistoletto, roda de Duchamp.

Carlos Santos composição, microfones, gravadores de cassetes, computador, tábua de Pistoletto, roda de Duchamp.

 

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